A ilha aonde o capitalismo ainda não chegou pode ser uma mina de ouro em relação aos eventos ufológicos. O que ocorre naquele país ainda é fortemente censurado por seu governo.

Bienvenidos! Quando se fala em Cuba, qual é a primeira coisa que nos vem à cabeça? Charutos cubanos! Segundo os entendidos no assunto, são os melhores do mundo. Mas minhas pesquisas sobre a terra de Fidel Castro não eram sobre charutos, e sim sobre a situação ufológica do país. E qual não foi minha surpresa, ao começar a levantar dados e informações sobre a casuística da ilha, e descobrir que lá tem até mesmo registro de quedas de UFOs!

A maioria dos ufólogos não tem informações sobre o que acontece em Cuba, devido ao seu isolamento do mundo desde 1962. Um bloqueio total de contato com o resto do planeta que perdura até hoje, consequência do embargo econômico deliberadamente instalado pelo governo norte-americano após a crise dos mísseis, quatro décadas atrás.

Cuba é uma ilha com 110 mil km² ao norte da América Central, no Mar do Caribe. Sua população é de pouco mais de 11 milhões de pessoas e sua economia, devido ao embargo, é baseada no comércio do açúcar, banana e na indústria do turismo. Vários pesquisadores de renome já realizaram estudos sobre a casuística ufológica do país, entre eles Bob Pratt, autor de Perigo Alienígena no Brasil [Disponível em www.ufo.com.br com o código LV-14]. Um dos casos que Pratt pesquisou foi um avistamento ocorrido no ano de 1958, sobre a Base Naval Norte-Americana de Guantámano, que fica no lado oeste da ilha.

Segundo as testemunhas, um casal voltava de uma festa quando viu um enorme objeto discoide com mais de 30 m de diâmetro, a apenas 200 m de distância. Eles também puderam ver janelas no objeto e sombras andando dentro da nave. Por anos Pratt tentou em vão confirmar essa história, mas não teve sucesso. O pesquisador hispânico Sergio Cervera é outro estudioso dos casos da ilha. Ele escreveu o artigo A Chronology of Cuban Cases (Uma Cronologia de Casos Cubanos), no qual cita vários casos de avistamentos. Um bem interessante ocorreu em 1930, quando um capitão da Marinha cubana estava passando pela cidade de Güines, em direção a Havana, e os faróis de seu carro iluminaram uma criatura de 1,20 m de altura.

Pensando que fosse uma criança perdida, ele parou o carro, desceu e foi pegá-la. Mas quando se aproximou, percebeu que aquilo não era um ser humano, e sim um ser de cor cinzenta que desapareceu bem em sua frente. Cervera conta também que, em 1935, na capital, Havana, duas crianças estavam andando por um bosque quando, ao passarem por uma árvore, um raio de luz vindo do nada os iluminou e à árvore. Uma das crianças então jogou uma pedra na árvore e ambas ouviram um barulho de vidro. Momentos depois, um ser humanoide brilhante apareceu de dentro dela, fazendo as crianças saírem em disparada.

Como muitos sabem, o início da Era Moderna dos Discos Voadores deu-se em 1947, ano do também famoso Caso Roswell. E parece que Cuba passou por dias movimentados neste ano, mas com casos que receberam muito menos divulgação. Durante uma chuva de meteoros entre os meses de fevereiro e março de 1947, vários fatos foram registrados. Por volta das 21h00 de 05 de março, uma testemunha chamada Mercedes Villa observou um objeto cilíndrico de cor marrom. Tinha asas parecidas com as de uma borboleta e fazia curvas de 90 graus.

O doutor Francisco Jover Jiménez, historiador da cidade de Remédios, também conta o caso em que esteve envolvido, naquele mesmo período. Ele tinha sido chamado pelas autoridades municipais para examinar uma jovem do bairro de Dolores. Ela estava muito nervosa e contou que estava lavando roupa quando viu aproximar-se um objeto discoide, como se fossem dois pratos sobrepostos, um deles invertido sobre o outro. Segundo seu relato, o objeto teria pousado ao lado, sem emitir barulho. De dentro dele saiu um ser muito parecido com um homem, vestindo uma roupa muito brilhante e com uma luz na testa. Ele se aproximou e, apontando para o chão e para a jovem, disse “Terra? Terra?” A moça então desmaiou e, quando acordou, o objeto e o ser haviam desaparecido.

 

Uma das poucas fotos de UFOs em Cuba que se têm notícia

No final de setembro de 1947, a tripulação de um DC-3 da empresa Cubana Aviación foi surpreendida por uma intensa esfera de cor verde que estava em curso de colisão com o avião. O capitão da aeronave, Sigfred de Los Reyes, recebeu um aviso de rádio de outro piloto, dizendo que a esfera estava indo em sua direção. Isso foi o que permitiu uma manobra rapidíssima, que evitou um acidente. Este caso, assim como outros de igual magnitude, sempre estiveram fora do alcance dos estudiosos, pelo mesmo motivo que isso acontece no resto do mundo. Também em Cuba, principalmente antes do embargo econômico, o assunto é policiado e a liberação de informações sobre casos ufológicos é extremamente restrita.

A década de 50, sem dúvida, foi a mais agitada de todos os tempos em Cuba, tanto pelos fatos históricos do país quanto pela atividade ufológica. No primeiro caso, porque em 10 de março de 1952 houve o golpe de estado comandado pelo general Fulgêncio Batista, derrubando a constituição de 1940 e restabelecendo a ditadura em Cuba. Em aliança com o governo dos Estados Unidos, em 26 de julho de 1953, o movimento revolucionário formado por jovens e liderado por Fidel Castro fracassou em sua tentativa de ataque aos quartéis da cidade de Bayamo e de Moncada. Em 01 de janeiro de 1959, Castro e seu grupo estabelecem o governo revolucionário no país. Cuba nunca mais seria a mesma.

Em 1953, dois casos ufológicos chamaram a atenção das autoridades cubanas. Às 23h00 de 13 de abril, o senhor Servando de La Cruz observou uma estranha luz fazendo evoluções sobre a cidade de Candonga, sendo vista também por mais de 50 pessoas. As autoridades locais nada informaram, somente que um objeto havia sido relatado por moradores locais. Mas no dia 01 de agosto, um fato fez com que o governo cubano iniciasse investigações oficiais.

Naquela noite, o tenente Waldo Martinez Arbona observou uma enorme bola de luz verde sobrevoar seu jipe, quando trafegava pela estrada que liga Trinidad a Topes, no interior do país. O objeto pousou 200 m à sua frente e todos os sistemas elétricos do carro falharam. O tenente ficou estático dentro do jipe, até que o objeto decolou novamente e desapareceu. No dia seguinte, vários soldados voltaram ao local da aterrissagem e viram uma área circular queimada, de 25 m de diâmetro. Uma investigação foi aberta pelo Estado-Maior do Exército cubano, mas os resultados da investigação nunca foram divulgados.

O pesquisador Virgílio Sánchez Ocejo, um cubano exilado nos Estados Unidos e diretor do Miami UFO Center, também pesquisou casos em seu país de origem e nos enviou alguns muito interessantes para compor esta pesquisa. Por exemplo, em março de 1957, passageiros de uma barca com destino a Cayo Carenas viram um enorme UFO que os acompanhou durante todo o percurso. No mesmo mês, no dia 14, o diretor de uma companhia de fabricação de açúcar estava em seu avião bimotor, passando sobre a vila de Cieneguita, quando observou um aparelho cilíndrico logo abaixo de sua aeronave. Ele então mergulhou seu avião para ter uma melhor visão, mas o objeto acelerou a mais de 1.000 km/h em poucos segundos, e simplesmente desapareceu.

Assim como o Brasil, Cuba também tem registros de objetos submarinos não identificados (OSNIs). Esses aparelhos são vistos saindo do mar e indo em direção ao céu, ou mergulhando no oceano a grande velocidade. Isso fez com que surgissem teorias de que pudessem existir bases extraterrestres submarinas em nosso planeta, além de canais de comunicação com outros oceanos e lagos. Há ainda quem pense que os extraterrestres possam ser nós mesmos, ou nós poderíamos ser eles no passado, entre outras elucubrações difíceis de serem confirmadas. De qualquer forma, os casos de OSNIs são muitos em todo o mundo, inclusive em Cuba, que é objeto de estudo aqui.

No final de 1957, por exemplo, os pescadores Raul e Luís viram um grande UFO brilhante de cor roxa saindo do oceano e espalhando muita espuma na superfície. O objeto iluminou as nuvens e voou sobre o bote onde estavam as testemunhas, “criando” uma chuva de água salgada sobre eles. Outro fato muito parecido ocorreu na costa de Havana, em 1959. Um pescador estava com seu colega quando a água ao redor do veleiro começou a borbulhar. Segundos depois, um disco prateado emergiu, sobrevoou o barco e disparou na direção do espaço. Passados mais alguns minutos, os dois pescadores viram próximo da embarcação, e a uns quatro metros de profundidade, algumas figuras escuras vestindo roupas parecidas com as de um mergulhador. Eles não souberam explicar de onde poderiam ter vindo tais seres, pois estavam longe da costa e não havia outra embarcação nas imediações.

A década de 60, para Cuba, foi marcada pelo quase eminente conflito entre o bloco capitalista, liderado pelos EUA, e o bloco comunista, liderado pela extinta URSS. Se tivesse havido maiores precipitações de qualquer um dos lados, o que certamente ocasionaria uma guerra mundial, provavelmente teríamos visto o fim do mundo. Os pontos extremos ficaram conhecidos como O Incidente da Baia dos Porcos, de 19 de abril de 1961, e a Crise dos Mísseis Cubanos, em outubro de 1962.

Em 1963, Fidel Castro acusou o governo norte-americano de enviar um zepelim para espionar o quartel La Cabaña, em Havana. As baterias antiaéreas cubanas começaram a disparar no objeto, que voava lentamente, sem causar-lhe dano algum. Segundos depois, o aparelho sumiu numa velocidade incrível. Segundo testemunhas militares, o objeto tinha janelas iluminadas nos dois lados. E a hipótese de se tratar mesmo de um zepelim acabou sendo descartada, já que nenhuma aeronave deste tipo poderia alcançar tamanha velocidade.

O ufólogo e físico nuclear canadense Stanton Friedman (representante da Revista UFO naquele país) também conseguiu detalhes de um incidente alarmante, que inclui a declaração de um especialista do serviço secreto da Força Aérea Norte-Americana (USAF), cujo trabalho era monitorar toda a comunicação cubana. De acordo com Friedman, em março de 1967 os radares cubanos detectaram um sinal dirigindo-se para a ilha. Dois caças MIG-21 cubanos foram enviados para interceptar o objeto, que havia entrado no espaço aéreo do país a uma altitude de 10 mil m e velocidade de Mach 1.

Quando se aproximaram, o líder da formação relatou que o objeto era uma esfera metálica brilhante sem qualquer tipo de identificação. Depois de uma tentativa infrutífera de comunicação, o Comando Aéreo de Defesa de Cuba ordenou o piloto a disparar contra o invasor, que informou que estava com mísseis armados e prontos.

Segundos depois, o outro piloto gritou em pânico para o controle de terra e informou que o MIG-21 do líder havia explodido. Depois de recobrar sua racionalidade, o aviador relatou que não houve fumaça ou fogo: a aeronave tinha sido simplesmente desintegrada. O radar cubano registrou que o UFO acelerou e subiu para 30.000 m de altitude e rumava em direção à América do Sul. Um relatório desse caso foi enviado para a Agência de Segurança Nacional (NSA), dos EUA, que realizou os procedimentos normais em casos que envolvem a perda de uma aeronave inimiga.

No ano seguinte, outro encontro desconcertante com o Fenômeno UFO, relatado por um soldado do Exército de Cuba, levou ao presidente Fidel Castro a pedir que especialistas da inteligência soviética investigassem o caso. O incidente também foi examinado em detalhes pelo pesquisador Jacques Vallée, em seu livro UFO Chronicles of the Soviet Union (Crônicas Ufológicas da União Soviética).

Segundo Vallée, um pouco depois da meia-noite do dia 14 de junho de 1968, várias unidades de artilharias antiaérea localizadas em Las Cabañas dispararam suas metralhadoras contra o céu. Estando próximo dali, o guarda de plantão, Isidro Puentes Ventura, correu ao local para ver o que se passava e também disparou contra um intruso. De madrugada, Puentes foi encontrado inconsciente pela patrulha e levado para o Hospital Militar em Piñar Del Rio, onde permaneceu em estado choque e sem falar por seis dias. Transferido para o Hospital Naval, em Havana, foi diagnosticado como tendo sofrido um grande trauma emocional, permanecendo em estado choque por outra semana.

No local onde Puentes foi encontrado, os especialistas cubanos e soviéticos encontraram 48 cartuchos disparados e 40 intactos, assim como marcas profundas no solo, como se algo bem pesado tivesse pousado. Testes revelaram que o solo tinha sido exposto a uma grande temperatura. Quando Puentes recobrou sua consciência, relatou que tinha ficado a menos de 20 m de um objeto redondo brilhante, com uma cúpula e várias antenas no topo.

Convencido de que era um helicóptero norte-americano, o soldado disparou contra o objeto. O UFO então ficou alaranjado e emitiu um som ensurdecedor, e essa foi a última coisa de que se lembra. Os especialistas soviéticos submeteram Puentes a um interrogatório de 15 horas e depois ele ainda foi examinado por psiquiatras e submetido à hipnose. Segundo Vallée, o militar não entrou em contradição uma única vez.

Além desses casos insólitos e graves, há também o registro de uma possível queda de um UFO próximo a Casilda, em Lãs Villas. Soubemos deste incidente através do pesquisador Albert Rosales, que o obteve a partir do relatório do pesquisador ucraniano Anton Belousov. O caso ainda carece de comprovações, mas há fortes indícios de que seja real. No dia 17 de agosto de 1981, a queda de um objeto cilíndrico foi visto cair na costa cubana, por centenas de moradores. Seu diâmetro era de algo em torno de 12 m e teria sido retirado do mar com a ajuda de barcos pesqueiros.

Trazido até a praia, o aparelho, aparentemente radioativo, foi aberto e dele foram retirados quatro humanoides com grandes cabeças, dedos longos e finos, vestindo capacetes e uniformes. Estavam todos mortos. A nave foi encaminhada para o Centro Espacial de Camaguey, onde ficou guardada por alguns dias. Dizem os rumores da ilha que o próprio Fidel Castro teria tirado uma foto ao lado do UFO.

Mas o fato que mais atraiu a atenção da comunidade ufológica internacional para Cuba aconteceu em 15 de outubro de 1995. Neste dia, a rádio oficial cubana informou que às 09h30, sobre a cidade de Torriente, no sul da província de Matanzas, próximo a Baía dos Porcos, um fato extraordinário teria ocorrido. Adolfo Zerate, um fazendeiro de 74 anos, informou à polícia que estava trabalhando em sua horta quando surgiu um UFO parecido com uma concha e sem rodas. Desceu das nuvens e pousou perto dele com uma chama azul e muita eletricidade. Detrás de arbustos, Zerate observou pequenos homens, um dentro do objeto e o outro do lado de fora. Os dois pareciam estar conversando, embora ele não tenha ouvido som algum. Adolfo disse que as entidades pareciam vestir roupas de mergulho. O ser que estava do lado de fora coletou muitas malangas (espécie de batata típica de Cuba) e embarcou novamente no aparelho que, quando decolou, emitiu uma fumaça branca e mais eletricidade, desaparecendo entre as nuvens.

No dia 30 de outubro, a Academia de Ciências e o Ministério do Interior de Cuba investigaram seriamente o evento, informando o fato ao público. Essa foi a primeira vez em 36 anos que o governo cubano admitia publicamente a existência dos UFOs. A confirmação foi feita por meio de um comunicado divulgado pela Radio Rebelde, que, apesar do nome, é a rádio oficial do governo.

Todos esses impressionantes casos me deixaram muito interessado no que está ocorrendo em Cuba, estimulando esse trabalho. Por sorte, minhas atividades em Brasília me dão livre acesso a todos os embaixadores que representam seus países no Brasil, entre eles o de Cuba, senhor Jorge Lezcano Pérez, a quem pude consultar sobre tais fatos. Entrei em contato com o diplomata, mostrei-lhe o que tinha catalogado e conversamos longamente sobre o assunto. “Thiago, não temos nada sobre discos voadores aqui na Embaixada de Cuba no Brasil, mas tenho certeza de que deva ter algo na ilha. Todos os países do mundo têm alguma coisa, não? Então, por que não teríamos também?” Esse foi um sinal verde para aprofundar ainda mais minha pesquisa, que resultou neste artigo, e formalizar contatos com ufólogos cubanos.

Assim como ocorreu com a extinta União Soviética, que era uma verdadeira cortina de ferro quanto à questão, impedindo que a maioria das informações sobre UFOs chegasse ao Ocidente, temos o mesmo em Cuba. Com a desintegração do Bloco Soviético, após a Glasnost, a falência dos governos que o compunham e todos os problemas econômicos que seus habitantes começaram a enfrentar, estes passaram a vender tudo que tinham à mão, desde mísseis nucleares até souvenires de guerra, passando, evidentemente, por informações secretas da KGB.

Entre elas, muitos documentos antes sigilosos sobre UFOs têm sido comercializados em todo o mundo. Em Cuba ainda perdura o regime comunista, e cada dia mais fechado. As informações que saem do país são muito poucas e a repressão contra a liberdade de expressão é intensa. Mas esperamos que, num futuro próximo as coisas mudem no país e possamos obter mais dados sobre sua riquíssima casuística ufológica. Os investigadores descobrem formas misteriosas no fundo do mar, a oeste de Cuba. Testes padrões sugerem uma civilização extinta.

Uma Civilização Extinta no Mar de Cuba

Em julho de 2000, a bordo da embarcação Ulisses, os pesquisadores oceanográficos Paulina Zelitsky e Paul Weinzweig descobriram algo misterioso ao largo da costa cubana. Eles haviam sido empregados pelo governo de Fidel Castro para procurar óleo e gás submarinos, e aproveitavam para perscrutar velhos navios afundados séculos atrás sob aquelas águas, talvez com tesouros. Mais de 600 m de profundidade abaixo do Ulisses, na obscuridade total, a embarcação rebocava um detector de eletrônico Tether, capaz de captar qualquer coisa anormal sobre a superfície do fundo do mar.

As ondas do sonar de bordo pulsavam e rastreavam a topografia subaquática, esboçando um retrato do fundo do oceano em uma tela do computador a bordo do Ulisses quando, numa planície aparentemente comum, surgiram formas geométricas maciças da pedra. Os objetos lembravam grandes construções e seu padrão de arranjo era nitidamente artificial. Eles se espalhavam por uma área superior a 20 km². Algumas pedras pareciam ser cortadas em blocos e alguns blocos mostravam-se alinhados perfeitamente. Os cientistas puderam registrar corredores e até cômodos em algumas das construções.

Havia pedras redondas e uma em forma de pirâmide. “Ficamos chocados e atônitos com a descoberta”, disse Zelitsky. “Senti que não devíamos ter visto o que vimos, pois imaginamos na hora que pudesse se tratar de uma instalação militar secreta”, concluiu. Encontrar uma base secreta no fundo do mar pode ser realmente algo excitante, mas também perigoso. E durante os seis meses seguintes os investigadores mantiveram silêncio sobre sua descoberta. Mantiveram-se ocupados com seu trabalho para o governo cubano e nada alardearam. Mas um dia o achado vazou. Não seria possível manter o assunto sob sigilo por muito tempo. Zelitsky, no entanto, descartou a possibilidade de que a descoberta fosse uma base militar, visto que se assemelhava muito às antigas ruínas mexicanas de origem asteca ou maia. Daí, concluiu que poderiam ter uma ligação com as construções daqueles povos, na Península de Yucatán.

Weinzweig acredita que são restos de uma civilização perdida, talvez com 6.000 anos de idade. Suspeita-se que todo o Golfo do México, onde está Yucatán e, mais a leste, Cuba, tenha sofrido um vasto cataclismo há vários milênios, causado pela queda de um imenso meteoro. Assim, o que estava acima do mar acabou sendo submerso. Estudiosos já confirmaram, inclusive, que os astecas e maias que viveram no continente, onde se sabe que o acidente não afetou, tinham há muitos séculos um avanço tecnológico incompatível para a época. “A história do México se refere a uma civilização avançada de povos brancos e altos, que vieram do leste e viveram em vastas áreas desérticas, até sofrerem grande desastre natural”, diz Weinzweig.

Estudando o assunto, o cientista suspeita que sua descoberta possa ser parte de uma civilização muito adiantada, que compunha a lendária Atlântida. “Na língua de antigas tribos indígenas norte e centro-americanos, a palavra Atlanticu significa ‘nosso pai bom’ ou ‘o lugar onde nosso bom pai descansa’”. Depois da comunicação da descoberta, várias embarcações sofisticadas têm pesquisado a área, mas poucas informações adicionais foram divulgadas até hoje.